21.5.06

11.03.2005

Não há porque parar de sofrer
Se a vida é uma tragédia
Por que não atuar?
Fingir ser
Fingir sofrer
Fingir rir
Fingir chorar

Se sou morri
Se fui sonhei
Assim é a tragédia
Mesquinha, fria, cruel ao extremo
Mas como o vinho
É bela, doce e venturosa
Só a vida me dá os mais dolorosos papéis
Um filósofo
Um poeta

Por mais dura que seja a vida
Me leva a grandes estepes cinzentas
Onde o cancioneiro espera
Aquele que um dia serei
E cantarei à vida
À tragédia
Ao viver.

2 Comments:

At 10:35 PM, Blogger Emilly said...

Tái,
gostei do seu poema, filósofo-poeta Nelson Rodrigues.

Beijos;

 
At 7:34 PM, Anonymous Anônimo said...

Menino vc manda muiitto bem, gostei de verdae viu, vou criar o hábito de visitar esse blog regularmente...bjus

 

Postar um comentário

<< Home